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Setor de Franquias e o fim da escala 6×1

08/04/2026

aluno da fu85 sorrindo

O debate sobre o fim da jornada de trabalho 6×1 (seis dias de trabalho para um de descanso) ganhou força definitiva em 2026, impactando diretamente o modelo operacional do franchising brasileiro. Por ser um setor que emprega mais de 1,76 milhão de pessoas e atua fortemente no varejo e serviços, a mudança na escala exige uma reestruturação profunda na gestão de pessoas e na produtividade das unidades.

Para franqueadores e franqueados, o desafio não é apenas jurídico, mas estratégico: como manter a rentabilidade e o padrão de atendimento com uma nova dinâmica de escalas e custos trabalhistas?

O impacto operacional no varejo e food service

Os segmentos de Alimentação e Saúde, Beleza e Bem-Estar são os mais sensíveis a essa mudança, pois operam tradicionalmente com escalas que cobrem finais de semana e horários estendidos.

  • Aumento do quadro de funcionários: Para cobrir os mesmos horários de funcionamento com jornadas reduzidas (como a 5×2 ou 4×3), o franqueado pode precisar contratar mais colaboradores. Isso impacta diretamente a linha de “Gastos com Pessoal” no DRE da unidade.

  • Complexidade na gestão de escalas: O planejamento de folgas torna-se um quebra-cabeça logístico. Redes que não possuem processos automatizados de escala podem sofrer com furos no atendimento ou queda na qualidade do serviço.

  • Pressão sobre o repasse de preços: Com o aumento do custo operacional unitário, a pressão para repassar esse valor ao consumidor final cresce, exigindo que a marca tenha uma proposta de valor forte para não perder competitividade.

Estratégias de adaptação: O papel da tecnologia e eficiência

O fim da escala 6×1 acelera tendências que já vinham ganhando corpo no recorde do faturamento de 2025: a tecnologia como aliada da produtividade.

  1. Automação e autoatendimento: O uso de totens de pedido, mercados autônomos e IA no atendimento (como vimos nos modelos de Honest Market) permite que a unidade funcione com menos intervenção humana direta, mitigando o impacto da redução de jornada.

  2. Treinamento em multitarefas: Franqueados estão investindo em capacitação para que suas equipes sejam mais versáteis. Colaboradores que dominam diferentes funções garantem uma operação mais fluida mesmo com quadros reduzidos em determinados turnos.

  3. Revisão do horário de funcionamento: Muitas redes estão utilizando análise de dados para identificar horários de baixa conversão e ajustar o funcionamento das lojas, otimizando o uso da mão de obra para os momentos de maior pico.

alunos rindo na fu86

Oportunidade para o "Employer Branding"

Apesar dos desafios de custo, a mudança traz uma oportunidade de ouro para o setor: atrair e reter talentos. O franchising sempre foi a porta de entrada para o primeiro emprego, e oferecer jornadas mais equilibradas aumenta a satisfação do colaborador, reduz o turnover (rotatividade) e, consequentemente, melhora o atendimento ao cliente final.

Cherto Consultoria: Otimizando a operação da sua rede

A transição de modelos de escala exige uma revisão técnica do modelo de negócio. Na Cherto Consultoria, apoiamos franqueadores na adaptação a este novo cenário trabalhista e social.

Nossa expertise inclui a readequação do modelo financeiro (DRE) das unidades, o redesenho de processos operacionais para ganho de produtividade e a consultoria em tecnologias de automação que reduzem a dependência de escalas complexas. Fale com a Cherto para transformar esse desafio regulatório em uma oportunidade de modernizar sua gestão e fortalecer sua rede.

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